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Fake News do “Não Autorizo” do Facebook reaparece na rede social

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(Foto: Reprodução/Facebook)

Um fake news que surgiu em 2012, reapareceu em 2016 e outros anos, voltou com força no fim do mês maio no Facebook. O boato que já enganou no passado muita gente tem sido espalhado pelos feeds de notícias, alcançando um grande número de pessoas.

A mensagem que surgiu desta vez é essa:

“NÃO AUTORIZO
LEMBRE-SE, AMANHÃ COMEÇA A NOVA REGRA DO FACEBOOK QUE PERMITE USAR SUAS FOTOS!!!!!!!LEMBRE-SE QUE O PRAZO É HOJE!!!!! PODE SER USADO EM JULGAMENTOS CONTRA VOCE. TUDO QUE VC PUBLICOU PODE SER PUBLICADO A PARTIR DE HOJE,E ATÉ MSGS REMOVIDAS.NÃO CUSTA NADA ALÉM DE UM SIMPLES COPIAR/COLAR, MELHOR TER CERTEZA DO QUE SER VIOLADO. NÃO DOU PERMISSÃO PARA O FACEBOOK NEM A NENHUMA ORGANIZAÇÃO ASSOCIADA AO FACEBOOK PARA USAR MINHAS IMAGENS, INFORMAÇÕES, MENSAGENS REMOVIDAS, ARQUIVOS , ETC. NÃO QUERO QUE USEM MEU FACEBOOK!!!!!
DE UM OK NA MENSAGEM SE VC LEU.”

Esse boato tem feito muita gente acreditar e divulgar. Porém, nos próprios termos de uso do Facebook já sugerem que você tem as suas informações protegidas de uso por parte da rede social. O único responsável por filtrar quem verá o que você posta é você, através do controle de privacidade e aplicativos. Ali você pode escolher quem pode visualizar o que você posta. De restante, todas as outras informações do boato não fazem sentido algum, não há nova regra de uso de suas fotos no Facebook.

Lembre-se de usar o Facebook com responsabilidade, pois se você publica algo em modo público, qualquer pessoa pode ver. Se você utilizar a rede social para praticar crimes contra a honra, como calúnia, difamação ou injúria, previstos nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, e a pessoa exposta se sentir lesada por isso e quiser representar contra você, com certeza irá responder pelos crimes praticados.

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Nota do Facebook:

“A segurança e privacidade das pessoas são as nossas maiores responsabilidades e estão no centro de tudo que fazemos no Facebook. Temos políticas de dados e privacidade claras que dizem que tudo o que uma pessoa publica no Facebook é de propriedade dela e só ela é quem pode determinar os níveis de privacidade de suas publicações e informações na plataforma.”

Fonte: Plantão 190

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Capacidade produtiva da indústria precisa ser valorizada, diz presidente da Fiep

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FIEP Carlos Valter Martins Pedro
Gelson Bampi/Sistema Fiep

Em entrevista, Carlos Valter Martins Pedro fala sobre impactos da pandemia e medidas necessárias para aumentar a competitividade do setor

A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio a indústria paranaense, que tinha expectativas de forte crescimento para 2020. Passado o susto inicial, o setor vem recuperando gradativamente sua capacidade produtiva e já espera fechar o ano com menos dificuldades do que as enfrentadas nos últimos meses. É o que revela, nesta entrevista, o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Carlos Valter Martins Pedro, que defende ainda medidas que permitam ao setor, em longo prazo, melhores condições de competitividade. Confira:

Acompanhe a entrevista a seguir:

Qual foi o impacto da pandemia para a indústria do Paraná?

A indústria paranaense começou 2020 com grande expectativa de crescimento. A pandemia, no entanto, foi um fato completamente inesperado, que afetou a vida de todas as pessoas, comprometeu as atividades de diversos setores e fez com que praticamente todas as empresas fossem obrigadas a refazer seus planos. Com as medidas restritivas adotadas para conter a propagação do vírus, houve uma forte queda na demanda por diversos produtos não essenciais, o que fez com que a produção industrial paranaense caísse 30,6% somente em abril. Nos meses seguintes, houve uma boa recuperação, fruto da grande diversidade do setor industrial paranaense. Ainda que alguns setores tenham sido mais impactados, como o automotivo, outros, como o alimentício, não tiveram seu desempenho tão afetado, mantendo bom nível de produção.

“A pandemia fez com que as empresas fossem obrigadas a refazer seus planos.”

Mesmo em meio a essas dificuldades, como a indústria encontrou formas de apoiar o combate à pandemia?

Entre outras coisas, esta pandemia mostrou claramente o quanto o Brasil está se tornando dependente de itens produzidos em outras partes do mundo. Boa parte dos equipamentos essenciais utilizados por profissionais de saúde não era produzida no país e, com o aumento da demanda internacional, começou a faltar. Isso fez com que a indústria nacional se mobilizasse, adaptasse suas linhas de produção e começasse a fabricar vários desses itens. Em nosso Estado, um dos principais exemplos aconteceu na indústria do vestuário. Empresas que fabricavam roupas, bonés e outras peças começaram a produzir máscaras e aventais médicos. Indústrias metal mecânicas, por sua vez, investiram em pesquisas para desenvolver respiradores nacionais. O Sistema Fiep trabalha pela indústria, em todo o Paraná, e se envolveu ativamente nesse processo, tanto com investimentos diretos quanto com o conhecimento técnico do Senai e do Sesi para auxiliar as empresas. Além de contribuir com a saúde pública, essas iniciativas foram importantes para dar fôlego às indústrias, ajudando na manutenção de muitos empregos. E mostraram que a indústria brasileira possui uma capacidade empreendedora e produtiva que precisa ser valorizada e incentivada.

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Quais são as perspectivas para a indústria nos próximos meses?

A economia brasileira já vem dando sinais mais intensos de retomada e a indústria acompanha esse movimento. No Paraná, o setor voltou a contratar e tem observado um aumento importante nas encomendas, especialmente com as expectativas de vendas no fim do ano, que é o período de maior atividade no comércio. Com isso, o Índice de Confiança do Empresário Industrial Paranaense, que mede as expectativas dos industriais para seus negócios, atingiu, em setembro, seu maior nível em sete meses, voltando aos patamares registrados antes do início da pandemia. Dados como esse mostram que a indústria vem recuperando gradativamente sua capacidade produtiva e, mesmo com todos os obstáculos, deve encerrar 2020 com um desempenho bem mais positivo do que se imaginava no começo da pandemia.

“A indústria brasileira possui uma capacidade que precisa ser valorizada.”

Em longo prazo, o que a indústria precisa para aumentar sua competitividade?

Precisamos urgentemente reduzir os altos custos que pesam sobre a indústria. Um estudo do Movimento Brasil Competitivo revelou que o setor produtivo brasileiro gasta, ao ano, R$ 1,5 trilhão a mais do que gastaria se exercesse suas atividades nas mesmas condições da média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). São vários fatores que elevam os custos de produção no país, desde as deficiências de infraestrutura até o excesso de burocracia, passando pelas dificuldades de acesso ao crédito ou os elevados custos para contratação de mão de obra. E, nesse conjunto de problemas estruturais, um dos que mais pesa é o sistema tributário, que faz com que se acumulem impostos ao longo das cadeias produtivas, encarecendo significativamente o produto brasileiro e penalizando o consumidor. Com tudo isso, a indústria tem dificuldades de conquistar espaço no mercado internacional e, no mercado interno, sofre com a concorrência de importados, que chegam aqui com preços competitivos. Por isso, o país precisa seguir com uma agenda séria de reformas e medidas que melhorem o ambiente de negócios, o que se reverterá em empregos, renda e, consequentemente, mais desenvolvimento econômico e social.

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